Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Notas Direitas

A caminho do segundo aniversário do blog Planeta Roxo, lanço uma nova rubrica intitulada “Notas Direitas”. A mesma pretende ser um conjunto de frases leves sobre visões rápidas do mundo, sempre com a meu “cunho” de liberal como ser económico, e, de conservador progressivo como ser social.

 

1ª Nota - Politicamente, um homem de direita está sempre do lado do trabalhador, um homem de esquerda defende sempre a classe operária. Eu adoro esta frase! Explica aos distraídos e menos interessados, como o segundo tipo de homens erra mais e as suas sociedades produzem menos em quantidade e qualidade.

 

2ª Nota - O Banco Privado Português (BPP), ao que parece, vai ser ajudado por um sindicato de bancos privados, que, por sua vez, vai “buscar” o dinheiro para essa ajuda ao estrangeiro (“usando” o fundo de garantia criado pelo estado para fazer face à actual crise mundial). O argumento frágil dessa ajuda parece ser a variação perigosa do nosso “rating”  que afectaria todo o sistema nacional, caso o BPP fosse à falência. Tenho pena que não tenha ido efectivamente, podia ser um pouco mais doloroso que salvá-lo (o que duvido! Mas também sou agrónomo e não economista!) mas era um ensinamento para os “chicos” espertos gananciosos, e, o estado por uma vez não tinha que meter o “bedelho”. A solução é imoral e indigna.

 

3ª Nota - O Zé já não faz falta a Lisboa. José Sá Fernandes e o BE chatearam-se. Com um “cheirinho” de poder viu-se a incapacidade e irresponsabilidade da esquerda “de Bairro Alto”.

 

4ª Nota - Vítor Constâncio (governador do banco de Portugal) só de ordenado ganha quase 18 mil €. Em Portugal os incompetentes auferem mesmo bem!

 

5ª Nota - Depois da humilhação da Grécia, o mínimo que se deve pedir a Quique é a qualificação para a Champions do ano que vêm e um troféu interno ainda este ano. Se Quique fosse português, os benfiquistas não tinham deixado que ele aterrasse em LX ainda como treinador da equipa. De certeza tinha sofrido do síndrome anti-patriótico gratuito, tão habitual neste país.

 

sinto-me: bem
música: Civil War
publicado por Planeta Roxo às 22:38

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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Penalty's

A personagem; Manuela Ferreira Leite (MFL).

 

A senhora está a demonstrar o porquê de 60% dos votantes do PPD/PSD dela não gostarem. O seu rácio entre declarações inteligentes e burras é de um. Vejamos exemplos;

 

1. Depois de bem explanar a política errada de investimentos "estatais" sem retorno assegurado, logo a seguir, numa entrevista à SIC, congratula o governo pelo controlo do défice.

 

Ao contrário do Financial Times, MFL não tem coragem de dizer o que hoje é óbvio  (à um ano não era  tanto assim). Teixeira dos Santos fez o que qualquer gestor de mercearia faria se tivesse o puder dele. Aumentou/criou novos impostos/taxas, fingiu uma reforma na função pública, e, optou pela economia dos "pedreiros e construtores civis" que têm assassinado o país de ponta a ponta. Portanto, sobre coragem ou visão política estamos falados, nem preciso classificá-la já ouve quem o fez por mim. Teixeira dos Santos é o pior ministro das finanças da "nossa" Europa (Financial Times). 

 

2. Depois de correctamente ter "ensinado" Sócrates que uma das primeiras reacções perante a crise era ajudar as "piquenas e médias empresas" com medidas pontuais, mas de uma eficácia brutal, de seguida, diz, com todas as letras, que se Sócrates cumprir o estipulado em relação ao aumento gradual do salário mínimo sem falar novamente com o patronato, seria um irresponsável. 

 

MFL é insensível, ignorante e economicamente rígida. Além de não ter percebido a enorme "gaffe" política cometida, também não percebe que o salário mínimo nacional é vergonhosamente baixo e humilhante para quem o ganha. Por outro lado, não enxerga os verdadeiros problemas da folha salarial portuguesa, i.e., há muitos a ganhar bem sem produzir na devida proporção (daí ser tão importante a avaliação de desempenho em todas as actividades), e, as gestões de topo/direcções ganham, para lá de muito, em relação aos demais colaboradores das suas empresas. 

 

3. Depois de acusar directa e indirectamente (e bem) o actual governo de querer controlar tudo e todos em Portugal, asfixiando a sociedade civil, MFL tem aquela tirada surpreendente que foi captada pela revista Visão "...não pode ser a comunicação social a escolher o que transmite..." Desculpe MFL? Importa-se de repetir?

 

Com carácter bondoso até aceito que a senhora tinha como objectivo explanar outra ideia. Mas que diabo, não terá uma potencial líder do governo, quadro do Banco de Portugal e economista de profissão, a obrigação de comunicar um pouco melhor? Cheira-me que à semelhança de muitos neste país, MFL só chegou onde chegou por "cunha", a senhora tirando a componente numérica da economia é tão fraquinha (mesmo assim melhor que Sócrates)!

 

 

Os números; Da performance deste governo na área da saúde.   

 

Portugal surge em 26º lugar numa classificação dos sistemas de cuidados de saúde em 31 países europeus, divulgada em Bruxelas pela organização "Health Consumer Powerhouse", que sublinha o deficiente acesso aos tratamentos e tempo de espera.

Com um total de 507 pontos em 1000 possíveis no conjunto de 34 indicadores de desempenho divididos em seis categorias, Portugal é o quarto país da União Europeia com pior resultado, surgindo na lista apenas à frente de Roménia e Bulgária, da Croácia e Macedónia (dois países candidatos à adesão à UE) e da Letónia, última classificada numa lista liderada pela Holanda.

O 26º lugar atribuído a Portugal representa uma nova queda relativamente às hierarquias elaboradas nos anos anteriores, já que em 2006 Portugal surgia na 16ª posição e no ano passado no 19º posto.

 

(Texto anterior retirado de um portal de notícias)

 

Não será melhor repensar o sistema? Que tal reconverter  e em vez de pagar a médicos, enfermeiros e pessoal administrativo, dar o dinheiro directamente ao paciente para ir “buscar” a saúde ao privado? Que tal partir deste conceito para desenhar um novo paradigma para o sector.

 

A imagem; Miguel Rendeiro a “pedir” nos jornais e televisões para que salvem o seu banco.

 

Os arrogantes da alta finança que durante anos constituíram os iluminados que só podiam conhecer o sucesso e nada mais que isso (pois eram o supra sumo da batata), estão agora de "mão estendida".

 

Numa sociedade de direita em que impere o mérito e a valorização das boas ideias, das boas condutas e do bom trabalho, O banco privado de Rendeiro (só para ricos), à falta de soluções no privado, ia à falência sem grande pena. Até porque, neste caso, os danos colaterais não afectem inocentes depositantes, mas sim "investidores financeiros" que conhecem os riscos (ou pelo menos deviam).

 

 

sinto-me: bem
música: Human
publicado por Planeta Roxo às 15:10

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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Penalty's

O facto; Obama will be next president of Unites States of America!

 

Pela leitura dos números, o partido em qual eu votava se fosse americano, perdeu nove estados em relação às últimas eleições. Florida, Virginia, North Carolina, Indiana, Colorado, Ohio, Nevada, New Mexico e Iowa.

 

Os Republicanos perderam por;

 

- 0,4% (23993 votos) em North Carolina, logo, menos 15 lugares no colégio eleitoral;

- 0,9 % (25836 votos) em Indiana, logo, menos 11 lugares no colégio eleitoral;

- 1,5% (204677 votos) na Florida, logo, menos 27 lugares no colégio eleitoral;

- 3,0 % (206770 votos) no Ohio, logo, menos 20 lugares no colégio eleitoral;

- 6,5% (202110 votos) na Virginia, logo, menos 13 lugares no colégio eleitoral;

- 8,6% (196678 votos) no Colorado, logo, menos 9 lugares no colégio eleitoral;

- 9,3% (140732 votos) em Iowa, logo, menos 7 lugares no colégio eleitoral;

 

Se McCain tivesse segurado estes 7 estados, chegaria para ser o próximo presidente. Assim, é Obama que se obriga a perceber estes números e não cair muito para a esquerda nas suas políticas, caso contrário daqui a quatro anos salta do posto. 

 

A maior curiosidade é a futura política energética, Obama sabia que só "atacar" os republicanos pela guerra no Iraque era "curto" (por varias razões que no global dariam num diálogo de surdos sem abordar as verdadeiras razões da invasão), como tal, as suas propostas na matéria são as mais esperadas. O Iraque serviu para a América ganhar tempo para pensar o futuro da sua energia, agora que a economia interna torna insustentável o monstruoso "investimento" na região, que fazer?

 

Bush, escolheu o pretexto legítimo do terrorismo para não afrontar o problema de "consumismo" energético dos americanos. Diga-se, afrontá-lo em 2003, era impossível. Agora veremos se a América se agiganta e inventa um novo paradigma que "descarte" o Médio Oriente como solução para os depósitos dos carros de NY e California (60% democratas).    

 

Os republicanos tinham um bom candidato (influência religiosa q.b.), mas, pela rédia solta que deram à economia financeira mereceram perder. A lição fica para os liberais mais cegos; Uma posição de princípio não implica acções uniformes, ou de outra forma, os princípios de vida  sobrepõem-se aos económicos, i.e., quando o mercado se alavanca numa mentira à que ter coragem, a partir de um determinado momento (quando o risco é suicida), de repor o que a incapacitada mão invísivel não repõe...a ligação à verdade (realidade) nos negócios.

 

 

 

O número; Os 120 mil professores na manisfestação em LX contra o modelo que os avalia!

 

Estou como o Paulo Bento, os professores e em particular os seus sindicatos  metem-me nojo! É claro que a maioria deles (professores do ensino não universitário) não quer a avaliação... quem tem telhados de vidro é assim.

 

A monitorização da competência é sempre sinónimo de progresso, contudo "expurga" os inúteis/incompetentes/preguiçosos. (E se de repente descobrisse que dos 120 mil professores da manifestação, 40 ou 60 mil são uma nulidade?)

 

Os professores não suportam a verdade nua e crua da nossa educação, por muito que se queixem, a mediocridade do nosso ensino deve-se em grande parte à sua incompetência e ao desprezo que têm pelos alunos em geral e pelo sistema em particular (dá mais dinheiro dar explicações que fazer um esforço extra nas aulas!). São uma espécie de parasitas disfarçados de pilares do desenvolvimento do País.

 

Do outro lado, o Ministério da Educação é também um desastre. Até a grande bandeira política da Ministra, a avaliação dos professores, é mal conseguida, fica o mérito de ao menos ter imposto aos professores a ideia que a avaliação "séria" veio para ficar (isto se o PS não voltar atrás em ano de eleições). Que dizer das trapalhadas e desonestidades pedagógicas que "estupidificam" o país (só para que o PS, a sua Ministra e seu Ministério sairem bem no gráfico da estatística)!

 

Não há inocentes na educação, por "nojo", professores e Ministra deviam chegar a acordo , pois os "outros" portugueses estão fartos de funcionários públicos  a subir em carreira e ordenado só por antiguidade. O acordo deve passar por traçar outro modelo de avaliação. Até lá, os professores, como todos os portugueses, devem fazer um esforço e continuar a ser avaliados com o vigente.

 

A ministra apesar dos atentados/crimes "educacionais" que tem executado, não deve vacilar nesta matéria, por isso, deve ceder pontualmente em aspectos menos conseguidos do sistema de avaliação dos professores, sem deixar os "ratos" fugir do barco da avaliação "séria".

 

 

 

 

sinto-me: bem
música: hate it or love it
publicado por Planeta Roxo às 19:20

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Sábado, 1 de Novembro de 2008

Manhattan Touch

 

Final Vision- Just Moments Towards Another Goodbye

 

Em Manhattan há raras referências a Portugal.

 

Tirando as lojas da Aerosoles, o que mais encontrei foi um "outdoor" com a nossa bandeira na United Nations Way. Curiosamente, numa rua que com bondade poderá ser comparada a Portugal. Marginal ao pulsar da cidade, meio deserta, com aquele encanto característico de onde nada "mexe".

 

A "falta" de elementos nacionais em NY aviva-me bem um número a que Portugal não consegue fugir, e, para mal dos seus pecados, nem o Sr. José Sócrates. Esse número é o da descida no ranking da competitividade internacional, Portugal desceu mais de 15 lugares durante o actual "reinado" socialista... Há números arrebatadores para quem andou a vender o incremento da robustez da economia portuguesa como facto garantido. 

 

 

 

Foto- o lado calmo de NY, A United Nations Way.

 

O metro de NY é enorme. Até aqui nada de novo. Novidade para mim foi ver como toda a infra-estrutura está desgastada fruto da sua idade já avançada.

 

Consequentemente, há duas observações que se tornam óbvias, o velho, só por sim, não é sinónimo de falta de funcionalidade, por outro lado, ficou-me a clara ideia que num  futuro próximo o investimento progressivo (de conservação) em infra-estruturas ferroviárias é inevitável em NY. A primeira observação parece não ser percebida em Portugal. A segunda passa-nos ao lado, temos tudo novo nas grandes cidades, é só não estragar ou construir porque é moderno (estilo TGV). 

 

 

Foto- Ao descer para o metro de NY, descemos mesmo em qualidade de infra-estrutura. Se calhar faz sentido, nós em Portugal é que estamos habituados a "grandezas" inúteis.

 

Numa "Deli" da 7th Avenue encontrei um silêncio reconfortante para comer e a "tela" ideal sobre o mais belo teatro que existe... a realidade em movimento e eu parado a observá-la.

 

 

 

Foto- O silêncio desperta o sentido. O sentido realça os detalhes.

 

Por último, o que sinto pelos E.U.A.. Sinto amor. Há defeitos, alguns grandes, mas as virtudes superam tudo fazendo desta terra a melhor para mentes livres como eu. Objectivo? tornar Portugal uma terra de pessoas Livres.

 

 

 

Foto- Na 5th Avenue o amor está escrito na rua.

 

 

sinto-me: American
música: For reasons unknown
publicado por Planeta Roxo às 11:55

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