Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Vinhos em noites de fim de semana

Quinta do Cardo Síria

DOC Beira Interior

Colheita 2008

Preço- Oferecido pelo Engenheiro/Enólogo João do Ó Marques

 

Apresentação- Superior, marketing da companhia bem trabalhado. O número de lote continua mal colocado. Rolha; peça inteira Corgom, ao contrário da colheita 2007, desta vez não se partiu.

 

Aspecto- Amarelo lima, limpo e vivo.

 

Nariz- O festival de fruta do costume!!! Quais? Depende de quem prova e do seu estado de espírito.

 

Boca- Fresco, equilibrado com macieza q.b., à semelhança de 2007 a madeira está numa medida tão certa que só na boca fiquei seguro que o vinho teve barricas (pela consequente “battonage”).   

 

Avaliacão- Muito bom. Vinho de “finesse” perfeito para brilharetes sociais entre enófilos ou bebedores ocasionais. De ano para ano a qualidade usual sem cair na tentação da “Over Oaked”. Assim, mais sensação ou menos sensação, a qualidade manteve-se constante, sinal que a engenharia está a fazer o que lhe compete.

 

Nota Final- 17 Valores

 

Observação- Bebi este vinho no Natal com a família, logo de imediato pensei que também não desmerecia uma companhia feminina especial e um bom prato de peixe. É um vinho da orgulhosa província para urbanos das cidades. De passagem por Figueira de Castelo Rodrigo, não deixem de perguntar onde é esta quinta. Vale a pena visitá-la, comprar uma garrafa e falar com os profissionais da casa.  

 

 

sinto-me: bem
música: Glory days
publicado por Planeta Roxo às 12:51

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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Momentos do Passado Recente

Para acabar o ano em beleza o blog "Planeta Roxo" foi queimar calorias para a baixa de Lisboa. Assim, inscreveu-se e correu a II São Silvestre da cidade em 55 minutos e 09 segundos.

 

 

Estas corridas são um espectáculo, preconizam a verdadeira democratização do fenómeno desportivo. Em Lisboa e arredores, durante o ano, já é possível participar em 5 ou 6 de qualidade. 

 

 

Correr à noite em Lisboa é extraordinário, sentir o seu "downtown"  vivo depois do por-do-sol lava-me um pouco da alma.  

 

As cores em movimento da Lisboa à noite

sinto-me: bem
música: I've got soul but i'm not a soldier
publicado por Planeta Roxo às 22:52

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Penalty's

 

Numa ligeira alteração ao seu formato o espaço "Penalty's"  destaca figuras e acontecimentos de 2009.
 
2009
A forçosa resenha do melhor e pior cá do burgo
 
As figuras +
 
1º José da Mota Freitas- Professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e a sua equipa foram distinguidos, em Setembro de 2009, em Banguecoque, pela International Association for Bridge and Structural Engineering (IABSE) com a atribuição do prémio Ostra-Outstanding Structure (espécie de “Nobel” da engenharia civil) pelo projecto desenvolvido na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima.
 
Este prémio é atribuído ao projecto que é considerado como o mais notável, inovador e criativo feito no mundo nos últimos anos. Desta vez, o júri da IABSE rendeu-se à amplitude da estrutura circular da Igreja, onde cabem nove mil pessoas sentadas, delimitadas por uma parede circular atravessada na zona central por duas grandes vigas que suportam a estrutura. São vigas em betão branco que foram pensadas de forma a retraírem e a expandirem, consoante a temperatura, sem que haja fissuras (in Público).
 
2º Grupo Jerónimo Martins- Em finais de Agosto, anuncia uma das melhores notícias do ano para a agricultura e agro-industria nacional, i.e., acordou com uma cooperativa de produtores de Portalegre a compra mensal de 300 mil litros de leite, havendo mesmo predisposição para comprar mais e mais produtos. A empresa, segundo os seus líderes, decidiu apostar na produção nacional, como tal, este acordo fez parte dessa estratégia.  
 
Foi a contribuição da multi-nacional para um sector que volta a necessitar de uma atenção especial, cabe agora às outras forças vivas interessadas, e também ao estado central e local, encontrarem soluções de evolução de forma a defender o leite português, sem que sejam apenas “derramar” dinheiro sobre um mercado com excesso de produto. Porque raio temos que ser nós a sair do mercado?! Não tem que ser uma fatalidade.
 
Por outro lado, gostava de nunca mais ver em minha casa leite do Pingo Doce originário da Polónia (só aconteceu por distracção), irei estar atento.
 
3º Medina Carreira- O pessimista militante ganhou o respeito do país e o desprezo do PS, Sócrates e seus apoiantes. Só isso é bom sinal! O seu livro de 2009, co-autor com Eduardo Dâmaso, “Portugal que Futuro?” é leitura de 200 páginas mais que obrigatória.
 
Medina Carreira, durante o ano, apontou as fragilidades do nosso sistema, centrando, e bem, as atenções no peso do estado, incompetência oportunista dos políticos, no estado da educação e da justiça. Embora não concretizando totalmente, deixou implícitas as soluções para sairmos da crise total que atravessa Portugal -não passam por Keynes-. De um livro que considero uma sinopse extraordinária da mediocridade da nossa primeira década no Século XXI, deixo aqui alguns excertos lapidares;
 
“… Em Portugal tem-se feito o que parece ser indispensável, mas as grandes obras públicas, em nome do combate à crise, constituem um autêntico «crime»…”
 
“… A «obsessão» do défice foi uma «História da Carochinha» de que a oposição do tempo se serviu para atacar Manuela Ferreira Leite…” (chamar estúpido e ignorante ao anti-patriota do Jorge Sampaio não poderia estar mais claro, ao fim ao cabo foi o líder deste movimento).
 
“…Em Portugal, como sempre, o óbvio só é entendido pelos infractores e nunca pelos legisladores…”
 
“ …a evolução económica portuguesa….atravessa um longo período de progressiva desaceleração…. Um crescimento…4% (1980-1990); 2,5-3% (1990-2000); 0,8% (2000-2008)…”
 
“…Definitivamente, entendamos que não são a constituição de 1976, nem as proclamações da «esquerda» que desconhece, odeia e foge dos números os garantes da sobrevivência do Estado social Português…”
 
As figuras -
 
Último lugar- Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados
 
Quando um cidadão, representante de uma classe profissional, decide fazer disso uso para promoção pessoal e luta político-partidária, mancha o seu nome. Marinho Pinto prejudicou constantemente o seu prestígio técnico e defraudou a classe, colada, por ele, a um primeiro-ministro que no mínimo tem problemas com a verdade. Foi eleito para defender a advocacia e a justiça, não para justiceiro e/ou ocultador de trapalhadas governativas socialistas. Prevejo que vai pagar muito caro esta mistura indecente de planos (ou não! O PS, com certeza, lhe dará o mão no futuro!). Tinha tanta esperança neste senhor quando começou por denunciar tiques indecentes dos nossos tribunais…
 
Penúltimo lugar- Pinto Monteiro, Procurador Geral da República
 
Também já o louvei no passado, contudo, quando à procuradoria chegaram problemas com políticos da sua preferência foi o descalabro total. Aliás, já o tinha dito neste blog, desde o caso “Freeport”, este senhor perdeu-se totalmente. Apesar de se dizer sério, não teve uma postura honesta, isenta, competente e esclarecedora nos casos que abalaram indivíduos ligados ao PS. Já devia ter pedido a demissão. Provavelmente, menos visitas à fundação Soares (em alturas duvidosas) e mais atenção ao correcto desenvolvimento das suas funções seria aconselhável. Voltar para às Beiras era o ideal.
 
Antepenúltimo lugar- O Governo do nosso Portugal
 
A insistência em políticas macroeconómicas erradas levará Portugal à quase bancarrota. TGV´s, Auto-estradas, Aeroportos (NAL e Beja), subsídios avulso, ajudas sem critério, aumentos salariais desajustados, salvação de empresários e bancos que deveriam ter ido à falência, ausência quase total de racionalização nos gastos da função pública, más previsões, incapacidade de tirar proveito total do QREN, etc. etc.  
 
Os acontecimentos +
 
As deliberações do Tribunal de Contas- É deste órgão que a sociedade foi tendo notícias animadoras no que toca à fiscalização credível do cumprimento da lei nos actos e contractos do estado. Até ver, Guilherme Oliveira Martins, como presidente, e demais juízes conselheiros, estão a fazer um bom trabalho, pondo a nu incompetências da administração central e local. Em 2009, mais uma vez, a instituição não fugiu à regra, nos seus relatórios sistematicamente nos confrontou com o que o nosso estado fez de mal, ilegal ou de forma incapaz. O seu Presidente teve o mérito de isolar o tribunal de colagens partidárias. Por isso, quando o ouvimos dizer que um qualquer contrato ou acto é ilegal, não foi cumprido, ou excedeu sem explicações as suas dotações financeiras, nós escutamos e acreditamos, perante isto, não há muito espaço para prevaricadores contestarem a credibilidade da instituição, mas sim tentarem defender ponto de vistas contrários dentro das leis de jogo de forma civilizada. Assim o que apraz celebrar é a credibilidade dos actos deliberativos deste órgão que a continuar assim deveria ser investido de mais poder.
 
A disseminação de pequenos projectos de energias renováveis- Uma das valias nacionais no que respeita à mudança de paradigma energético, é sem dúvida a adesão da sociedade civil às energias renováveis e sensibilidade para as vantagens da sua rentabilização de acordo com a tecnologia disponível. Assim, são as instituições públicas ou empresas instaladoras que com pequenas centrais de produção -em telhados, jardins ou terraços-, fazem da nossa revolução energética um caso de relativo sucesso. No ano que acaba vários projectos deste tipo nasceram. Os últimos exemplos que me lembro são a Universidade de Aveiro e o MARL. Assim, à sua escala e de acordo com os seus interesses, contribuem acertadamente para a produção de energia, i.e., pequenas centrais geridas por entidades locais que à partida não vão fugir com as “vantagens para fora do país”. À falta de usar materiais nacionais ou menos que a energia se produza, consuma, pague-se e se “invista” em Portugal por Portugueses.    
     
Qualificação de Portugal para o Mundial de Futebol na África do Sul- Sem estratégia de médio/longo prazo claramente definida, recorrendo-se inclusive a naturalizações –não regulamentadas- perigosamente descaracterizadoras da identidade nacional, a equipa de futebol nacional conseguiu garantir presença no Mundial 2010. É bom para a nossa contínua afirmação como país e cultura. Foi óptimo pois provámos ser capazes sem recorrer a religiosidades e treinadores do vale tudo! Para o bem e para o mal o futebol é o nosso produto cultural mais rentável e interessante, estando ele presente no evento terrestre mais importante da modalidade, ganhamos todos.
 
 Os acontecimentos –
 
Escalada da violência doméstica- Sem precisar de estatísticas oficiais – também estas violentadas por um governo que as esquece -, sinto-me repugnado com violência, agressões e demais cenas tristes que constantemente provocam mortes e traumas no seio das famílias despedaçadas por homens ou mulheres que não conhecem limites de decência. O pior é que o estado também não os impõe. Há ainda muitas mortes em Portugal, esmagadoramente de mulheres, vítimas de violência doméstica. 2009 é mais do mesmo. É uma vergonha civilizacional. Não será esta uma questão “fracturante” que mereça a paixão exacerbada dos intelectuais de Lisboa e Porto?   
 
Quererão legisladores e fazedores de justiça alterar em força esta realidade para os anos vindouros? Parece que temos que esperar…o casamento de “rabetas” está primeiro. Estranho caso de prioridades.  
 
A campanha e respectivas eleições em Portugal- Inacreditável como não se conseguiu discutir os verdadeiros problemas do país na campanha -com mais culpa de uns do que de outros-. Julgo que enquanto José Sócrates for político proeminente vamos andar constantemente nisto, quer estejamos em campanha ou não, ele fez a sua carreira na lama e questão faz de arrastar também para ela quem isso denuncia em praça pública. Enquanto a questão do carácter e honorabilidade dos políticos de proa não estiver garantida não saímos do grau zero da política (não de rasteiro mas de essencial).
 
Inaceitável foi igualmente, com o pretenso argumento que os portugueses votantes são ignorantes e podem-se confundir, não ter junto no mesmo dia as eleições legislativas e autárquicas. Este gasto de tempo e dinheiro num país milionário, mais uma vez devemos à fantástica ala esquerda da política Portuguesa.
 

Cimeira Ibero-Americana em Lisboa- Uma cimeira verdadeiramente inútil de que apenas se conseguiu “espremer” uma qualquer deliberação sobre as Honduras!? Um país organizador de dimensão superior teria proposto uma diminuição da periodicidade do evento. Até porque o grau de profissionalismo e dinheiro investido nesta cimeira foi claramente desproporcional à importância dos assuntos nela tratados. Teria sido um sinal de poupança e clarividência.

 

 A vida supera sempre a ficção na criatividade

sinto-me: bem
música: I'm on fire
publicado por Planeta Roxo às 18:23

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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Notas Direitas

1ªNota: Após tentativa falhada de dramatização das condições governativas, o PS, na semana agora findada, ensaiou novo guião interessante! Isto é, “desdisse o que disse” na semana imediatamente anterior. Para tal, a comunicação social amiga dos Socialistas escolheu como mensageiros os dinossauros Mário Soares e Freitas do Amaral. Triste figura! Vieram corroborar Cavaco Silva, dando mesmo a entender  -perante a clareza do actual presidente- não valer a pena adoptar estratégias de poder medíocres e lesivas do interesse patriótico – por muito que eles também as desejassem -.

 

2ªNota: E estávamos nós entretidos com o jogo de fumos da encenação dramática anterior, eis que o PS nos presenteia com mais duas propostas de resolução de problemas centrais no nosso Portugal! Ou seja, comunicaram-nos a pretensão de legalizar, desde já, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e,  apresentaram-nos a intenção, de ainda na presente legislatura, realizar um referendo sobre novo desenho de regionalização do país. Era mesmo isto que precisávamos ver discutido em “prime-time” comunicacional. Muito obrigado PS! Já agora!? E governar? Apresentar as linhas gerais do orçamento para 2010, pode ser? Pretendem concentrar atenções noutro tipo de problemas como sabiamente aconselhou Cavaco Silva? Será que não erraram nos p’s e nos r’s? Em vez do problema dos paneleiros, não querem resolver primeiro o problema dos pobres? Confundiram regionalização administrativa com racionalização na administração? Mais nuvens de fumo para distrair...

 

3ªNota: Espanha tem um défice das contas públicas de 54% (em relação ao PIB, número da UE). Portugal tem um de 80% (número do Ministério das Finanças). Só este diferença serviria perfeitamente para explicar aos “nuestros hermanos” o porque do adiamento de todos os projectos de TGV deste lado da fronteira. Mas não, Sócrates prefere defender os interesses Macroeconómicos das regiões de Espanha em detrimento dos nossos. Assegurando assim a tendência de controlo Espanhol sobre a economia nacional.

 

"...Pró natal o meu presente eu quero que seja, comboios de brincar, comboios de brincar, lá, lá, lá...", gingão natalício dedicado ao não engenheiro José Sócrates. Os da foto até são chiques, estão, neste momento, nas montras das lojas de NY City.    

 

4ª Nota: O “Magalhães Project” fez da acção social escolar (ASE) um instrumento financeiro com valências desviantes. A ASE pagou integralmente os computadores aos beneficiários e 158 dos 208€ aos não beneficiários. Logo, colocou ao mesmo nível de importância uma refeição no refeitório de qualquer escola e um PC para brincar (de utilidade pedagógica controversa). Num país onde há tantas debilidades no sistema educativo público, esta opção é no mínimo discutível. Mas o actual e anterior governo discorda, dizendo apenas que quem o faz é “bota-abaixista”. Esta questão da ASE é apenas mais uma trapalhada no meio de muitas relacionadas com este assunto. Mais exemplos? Então cá vão;

-Neste projecto esqueceram-se os concursos públicos obrigatórios, escolhendo-se a dedo a JP Sá Couto para fabricante do PC;
-Proclamou-se que o PC era consequência de “Know-how” nacional quando de facto não era;
-Serviram-se dos elogios da Microsoft para justificar esta medida, quando no fundo a empresa era parte interessada;
-Gritaram-se aleluias de oportunismo político quando alguém pertencente à ONU elogiou o “Magalhães Project“, sem que de certo, esse alguém, tenha feito estudos aprofundados sobre necessidades educativas estruturais e prioritárias no Portugal actual. Consta que até aconselharam o dito projecto a Obama, não consta que o inteligente presidente americano tenha aceite o conselho.

 

5ªNota: Pedro Santana Lopes, dia 18 Dezembro de 2009, ameaçou! “Se sair não volto” do PPD/PSD claro! Caso para dizer…who cares! Simpatizo com Santana, acho até que foi sempre injustiçado, sujeito a uma bitola de avaliação anormalmente rigorosa que não recaiu sobre mais nenhum político nacional. Agora, é dele a obrigação de perceber que o seu tempo como protagonista político principal acabou. A direita e centro direita precisa de alguém que saiba fazer contas, sério, poupado, empreendedor, liberal na economia, conservador progressista nos costumes, descontente com o peso do estado na vida dos portugueses, novo, e com garra para afrontar os interesses instalados -muito difíceis de lutar num país pequeno-. Santana…temos pena, mas não és tu! A câmara de Lisboa ficava-te a matar, mais que isso…

sinto-me: bem
música: Lisboa antiga
publicado por Planeta Roxo às 22:32

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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Notas Direitas

1ªNota: O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recusou hoje (11/12/2009), no Porto, entrar em "retóricas de dramatização" sobre a governabilidade do país, mas apelou a uma cultura de responsabilidade entre as diferentes forças políticas (www.sic.pt).

Caso para dizer, bela resposta ao deputado nacional do PS, o açoriano Ricardo Rodrigues. Este último, em nome do governo, tentou a meio da semana, provocar o Presidente. Na minha opinião, um dos sentidos da resposta a essa provocação foi este; Se não querem demitam-se e não estejam sempre ameaçando o país e os não votantes do PS. 

 

A queda do actual primeiro-ministro e sua equipa seria um favor nacional, se fosse por iniciativa própria tanto melhor. Alguém verdadeiramente sério acredita que depois de Sócrates teremos um pântano maior que o actual?  Não, não teremos!

   

2ªNota: "Aceitar a proposta da Madeira para a Lei das Finanças Regionais é dizer ao Continente que vai ter de continuar a pagar os desvarios da Madeira." As palavras são do ministro das Finanças, que reagiu desta forma à proposta do PSD que iria ser discutida na Assembleia da República. Depois de Teixeira dos Santos ter sublinhado aos deputados que "essa alteração só prova a falta de disciplina e de rigor da Madeira", a proposta acabou por não ser votada em plenário por acordo entre as diferentes bancadas. Mesmo assim, foi aprovada uma alteração ao Orçamento, na especialidade, para que a Madeira possa contrair um endividamento até 79 milhões de euros, e não 129 milhões, como estava previsto. Questionado sobre o motivo que levou o PSD a substituir a sua proposta, José Pedro Aguiar Branco respondeu: "Foi um acordo que aconteceu entre o Governo da República e o Governo Regional, que mereceu também a aprovação por unanimidade da Assembleia da República." "Na base desse acordo fez-se a alteração de 129 milhões para 79 milhões", acrescentou (www.correiodamanha.pt).

 

Então em que ficamos sr. ministro? Naquilo em que não precisava de negociar cedeu? Porquê? Passar de 129 para 79 anula todas as suas afirmações anteriores? Facilitou perante o populismo provocatório, saloio e separatista de Jardim? Em que altura, ou em troca de quê, decidirá cobrar este "almoço"? Perguntas que certamente verei respondidas nos próximos tempos.

 

3ªNota: Entre hoje e amanhã, gostava que algum jornalista fosse ter com o Alberto João Jardim e lhe perguntasse, se  nestas situações, gosta mais dos portugueses do continente e nos acha dignos de ser seus compatriotas. O povo madeirense faria um favor à nação se trocasse de líder no PPD/PSD Madeira. Proponho o presidente da Câmara Municipal do Funchal.  

 

sinto-me: bem
música: tell me lies
publicado por Planeta Roxo às 00:42

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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Notas Direitas- O Estado do Sistema Nacional de Saúde em Tempo Real

Um cidadão normal da zona da Amadora, a certa altura, após 3 dias em que o seu aparelho urinário o desconfortou com quase uma "mijadela" por hora, decidiu recorrer aos serviços públicos de saúde.

 

Primeira pensamento; Ir ao centro de saúde da zona de residência marcar consulta com a médica de família. E lá foi o cidadão pouco feliz e descontente executar o pensado! 

Nos serviços administrativos do centro comunicaram e marcaram-lhe a pretendida consulta para a data disponível... 30 dias depois. A senhora do balcão mais informou, se desejasse uma urgência mais cedo teria que vir no dia seguinte, i.e., pelas 7 horas, de forma a tentar "apanhar", sem garantia, o número limitado de vagas para consultas de urgência nessa manhã -dependeria de quem chegasse primeiro e tivesse a mesma médica de família-. 

 

O cidadão aceitou consulta para o trigésimo dia sequente rejeitando a solução para a urgência no dia seguinte, por isso, ignorou-a. Achou o critério dos primeiros na "bicha" inaceitável para um sistema que se diz universal. 

 

Segundo pensamento: Ora como o incómodo não poderia esperar 30 dias, o cidadão decidiu então ir às urgências do hospital de residência. Lá foi ele! Entre chegar, ser atendido e ir embora com a taxa moderadora paga, passaram 5 horas!

 

Quanto à substância técnica do serviço, o médico da triagem pelo método de pergunta e resposta, diagnosticou-lhe uma possível infecção sem grande gravidade (ficou com pulseira verde). Na consulta propriamente dita, depois de análises à urina, os médicos concluiram que não havia infecção urinária nem coisa nenhuma, e, se o cidadão continuasse com os mesmos sintomas "ordenaram-no" a lá regressar 72 horas depois. Peculiar foi ter sido atendido por dois médicos diferentes na mesma consulta (após triagem), um inicou e outro acabou-a (o primeiro ainda disse que poderia ser inicio de diabetes).

 

No final, afinal não tinha nada, mas ficou a saber que potencialmente poderia vir a ter daí a 3 dias se os sintomas prevalecessem. Estranho! Porquê não fazer mais testes complementares desde logo? Valeu a simpatia dos médicos e a convicção do segundo na interpretação dos resultados da análise urinária. Digamos que o cidadão não ficou 100% descansado e esclarecido.

 

Conclusões primeiras: Perante esta estória real, parece claro que faltam mais hospitais na zona da Amadora/Sintra havendo poucos médicos a trabalhar nos existentes, pelo menos nas urgências. É óbvio que os centros de saúde pouca resposta dão para que tem necessidades imediatas. Assim, torna-se imperioso que os  hospitais, nas urgências, possam dispender mais tempo e meios com os utentes, mesmo que eles aparentemente não estejam em estado considerado grave. Até porque, se não for assim, perde-se o princípio da prevenção e diagnóstico precoce de doenças letais a médio prazo. Penso também que nas urgências dos hospitais, o problema não está tanto na qualidade dos médicos mas mais no número de doentes que são obrigados a "despachar".   

 

Conclusões finais: O Serviço Nacional de Saúde continua a funcionar mal, os anos passam os problemas são os mesmos. O cidadão em questão, num futuro próximo, vai fazer um seguro de saúde para poder aceder a saúde com mais celeridade e meios. O que interessa para o actual e anterior governo, infelizmente, é comboios rápidos vazios e estradas grandes para ninguém usar, no que interessa verdadeiramente para a sociedade...nada de novo para celebrar!  

sinto-me: bem, mais ou menos!
música: Quando a cabeça não tem juízo
publicado por Planeta Roxo às 20:55

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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Manhattan Touch II

A última peça desta segunda série Manhattan touch é sobre segurança!

 

Cenário Nacional: Um ex-fuzileiro depois de "limpar o sebo" à mulher -que tinha a filha de ambos ao colo- é preso em flagrante delito pela GNR de Montemor-o-Velho. Já dentro do posto e desarmado da arma do crime, é tratado de forma complacente e absurda. Resultado, com uma segunda arma escondida no seu corpo envia um guarda para a "quinta das tabuletas" e outro para o hospital em estado grave. Em suma, as limitações do sistema que os políticos não mudam e o "mau jeito" de uma GNR de barrigudos incompetentes, deu, num dia, 2 mortos e um ferido grave.

 

Como quase sempre acontece nestas situações, apareceu um dirigente sindical/profissional (José Alho da GNR, declarações ao jornal Sol), "desculpando" a corporação e aludindo para as condições ideais supostamente ausentes... Desta vez o argumento foi, o insuficiente número de algemas por posto. Aceito a queixa, rejeito a colagem à tragédia. Foi simplesmente incompetência! Um dos profissionais da GNR pagou-a com a vida! A simples revista tinha evitado a sua morte. E mesmo que só houvesse um par de algemas no local, teriam que ser usadas nesta situação.

 

Gostava também de ouvir o PS, BE e PCP pronunciarem-se sobre o acontecimento do ponto vista civilizacional?! Até agora nada disseram! Isto porque, basicamente defendem um sistema que possibilita, incentiva e cria a irresponsabilidade criminal, tanto ao nível preventivo como correctivo. Este assassino corre o risco de estar "cá fora" daqui a 10-15 anos, ainda a tempo de vir gozar a reforma, paga por mim, por si, pelos pais e filhos das vitimas.

 

Agora o mesmo cenário nos E.U.A.: Provavelmente, o ex-fuzileiro tinha sido abatido antes de assassinar a sua esposa. Pelo menos aquando da sua rendição era algemado e revistado, isso é 100% seguro. Logo, no mínimo, a cena traduzia-se em menos uma morte e um ferido grave. Já para não falar dos 30, 40 ou 50 anos de prisão! 

Em New York City a polícia parece ultra-profissional. Até as suas câmaras de filmar fazem-me sentir confortável. Apresentam-se claramente identificadas, como tal, sobrepõem pacificamente o sentimento de protecção ao de violação de privacidade. Que tal um estágio com eles para perceber a diferença entre isto e os "chips" que nos querem meter nos carros?

 

Segurança, claramente uma função crucial do estado em que a direita sempre soube fazer mais e melhor...Nos E.U.A e em NY em particular, não se foge à regra, sendo a cidade desse facto prova viva. Num estado do Partido Democrata o legado da segurança em NY City é Republicano.  

 

sinto-me: bem
música: Sunday Bloody Sunday
publicado por Planeta Roxo às 17:04

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